quinta-feira, 16 de outubro de 2008

insanidade praticada

Dedico esse texto à pulga, que redigiu com um tal indeciso essa besteira toda...

"O celular dentro do porco chorou um brócolis do pavio. O estopim não estora e a amora digeriu o homem. Na casa do Pássaro Piu-piu.
Assim, a bicicleta sempre escravizava os morangos da Lua. Não que isso fizesse sentido, já que cada pele tem um verde meio vermelho. A mancha do sol tranformava o lençol submarino em uma torneira aberta, de onde pingaram pedaços de laranja cor-de-rosa.
Não havia solução.
Quem sabe o curso pudesse ser ministrado por uma lâmpada vazia. Um balde com tersol tinha problemas e nada poderia mudar essa situação. Foi aí que um texugo apareceu e disse:
- Desiste. Eu te conto como ela saiu de lá. Deixou o nonsense de lado e construiu em suas palavras os significados coloridos de sua alma visionária. Então morreu.
E ninguém pode, então, se mover.
Bizarro, mas o frango e o fogo continuavam a girar. O que é o frango? Ninguém podia responder até pelo fato de que para Kant isso estava errado. Enfim, inatistas são estranhos: cogito ergo sum.
A Clarice que é estranha. E o limão chorou doces batatas assadas na aula de chinelos com cheiro de esgoto.
Tapa no anjo com voz de ombro:
- Pode parar, agora!"

...estavam sóbrios, para quem ainda se pergunta.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Já caminho pelas ruas agasalhado.
Só pelo fato de já estar melhor.
Não me tornei o que eu sempre rejeitei.
Força.
Era tudo o que eu precisava.
Só isso.
Força.
E nem foi tanta assim.
Consegui, acho que sequer mudei.
Não queria, mas no final das contas, acho que até cresci.
Tinha medo, mas tudo passou.
É.
Foi exatamente assim.
TINHA medo.
Isso me faz certo?
Isso me torna mais forte?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

-

Não sinto frio.
Só pelo fato de já estar assim, de me sentir assim.
Só não quero me tornar o que eu sempre rejeitei.
Força.
É tudo o que preciso.
Só isso.
Força.
Quem sabe eu consiga.
Ou talvez eu mude.
Não quero, mas talvez eu mude.
Talvez seja apenas pelo fato de ter medo do novo, do desconhecido.
É.
É isso mesmo.
Tenho medo.
Isso não é errado, é?
Isso me torna fraco?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sumaré

Madrugada. Dois sentados no meio de uma tal avenida. Quem passa demonstra sempre alguma reação, sendo rindo, comentando ou apenas tentando entender. Que seja, era isso que tentávamos fazer. Entender as coisas.

Se conseguimos? Não.
Se chegamos perto? Tampouco.

Alguma coisa, entretanto, mudou. O que eu precisava era isso. Algo que me tirasse da realidade, sem me devolver bruscamente à ela quando fosse necessário. Foi um tempo de leveza, de busca interior. Tempo em que argumentos lutaram, mundos foram criados para, depois, serem desmontados em pequenos pedaços de inverdade e contradição. Contradição esta, que nos faz perceber o que procuramos.

Se conseguimos? Não.
Se chegamos perto? Tampouco.

Mesmo assim, ao levantarmos algumas horas depois, nos sentimos mais próximos da verdade.

sábado, 16 de agosto de 2008

o show



Só pra não esquecer aquela noite em que ouvimos músicas como essa e que andamos pela paulista apreciando o amanhecer.


Vanguart - The Last Time I Saw You


(...)
The last time I saw you
It was about six a.m.
You approached me in a strange car
Finally kissed me
Then did wave goodbye
Before you disappear

Sometimes I ache, babe
Or I ain't hard enough to stand
But the days they just drown me
Coming back from work
Having sour breakfast
Seasick from your chest.

domingo, 27 de julho de 2008

parabéns pra você

Prole - ao menos em parte - de uma conversa:

Não é a primeira e, tenho certeza, não será a última vez que falamos do assunto, cada um com seu ponto de vista. O que importa mesmo é cada um entender a realidade do outro, sem ofender, sem machucar. Acho que é assim que a gente vai levando.

Uma leve curiosiadade foi notada por mim por essa sua semana. Estranho, não costumo me interessar por esses assuntos, você sabe. Meu amigo, outro dia, me disse que iria fazer um retiro espiritual e eu nem dei bola. Talvez seja você que consegue, sempre, me mostrar alguma coisa a mais, além de tudo que eu consigo ver.

Algumas atitudes suas, coisas que você fala, outras que você nem precisa, me fazem mesmo crer que você é uma daquelas lá de cima. Não achei que nesse ano, iria conhecer alguém assim, que mexesse assim com algumas de minhas idéias mais convictas. Acho que, pra falar a verdade, sequer estava procurando. Mesmo assim, você apareceu e, quem sabe, vai me mudando um pouquinho por dia. Não por influência, não por maldade, nem por impor seu ponto de vista. Apenas por ser esse o seu jeito de ser.

Quem sabe era mesmo para a gente se conhecer naquele momento. Não no primeiro contato que tivemos. Acho que você consegue se lembrar a primeira vez que eu senti algo mais forte em relação à você. E foi aí que percebi que você seria uma amiga de verdade. Trocando dores e confusos pensamentos nos percebemos... e desde então mativemos os laços nutrindo-os de companheirismo e cumplicidade.

Espero que, ao olharmos pra trás, lá na frente, lembremos nostalgicamente desses anos que passaremos juntos. Tenho certeza que conseguiremos somar mais lembranças boas do que todas as outras. Você é especial para qualquer um que te conheça direito. Já é especial pra mim, só espero te conhecer melhor. O tempo, tenho certeza, dará conta disso, mas nem por isso estou menos ansioso.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

dicionário concreto


Foto: Jessica Grant

Afinação.
Afim de ação.
A fim de ação.
O fim da ação.
O fim da nação.
O fim da noção.
A moção, comoção.
Emoção.
Novação, nova ação.
Inovação.